Historial
Com vista ao cumprimento das orientações dadas superiormente, o conselho de Ministros, criou, através do Decreto-Lei 3/77, de 13 de Janeiro, a Empresa Moçambicana de Seguros E.E (Empresa Estatal).
Esta empresa nasceu da fusão das Companhias de seguros sedeadas em Moçambique nomeadamente a "Lusitana", "Tranquilidade de Moçambique" e a "Nauticus". Á "Mundial Confiança", embora também sedeada em Moçambique, foi-lhe decretada falência. As restantes, agências gerais e delegações, foram mandadas cessar as suas actividades no país. Estava-se na era dos momopólios Estatais.
Deste modo, a EMOSE assumiu todos os activos e passivos das companhias que a constituíram por fusão, incluindo o pessoal. Assim, tornou-se na maior e única companhia de seguros na então República Popular de Moçambique. De seguida foram adoptadas estratégias de formação profissional interna e externa para assegurar o funcionamento da empresa e garantir que fossem alcançadas os objectivos para os quias ela fora criada.
Esta visão resultou na criação do Centro de Formação Profissional de Seguros que assegurou a formação de quadros moçambicanos nas áreas de seguros e resseguro. Também foram assinadas acordos com o Ministério de Educação para a elevação académica dos funcionários, desde a alfabetização até ao ensino médio. O instrumento de Línguas responsabilizou-se pela formação na lígua inglesa aos colaboradores.
Fez-se um esforço para reduzir a " exportação de divisas" através do resseguro.
Com os trabalhadores nacionais formados e com experências na gestão da actividade seguradora, foi possível aumentr a capacidade de retenção das responsabilidades transferidas para a empresa.
O fim do sistema monopolista, típico da economia centralmente planificada, ditou a liberalização do mercado e a necessária estruturação empresarial. Isto aconteceu a partir de 1986.
Entretanto, só em 1991, através da Lei 24/91, de 31 de Dezembro, o mercado dos seguros na República de Moçambique se abriu para outras operadoras dando origem ao surgimento da IMPAR em 1992 e a SIM um ano depois.
Logo a seguir, surgiram a CGSM, Hollard e a CMS todas de capitais privados.
O surgimento destas companhias trouxe muitos desafios á EMOSE. Muitas delas, quase todas, abriram os seus negócios drenando os quadros da EMOSE que detinham, inclusive alguns segredos do negócio e outros dados vitais para a actividade seguradora.
Sem querer lembrar-se eternamente, a empresa apostou e lançou-se ao trabalho para continuar líder no mercado moçambicano. Aliás, já não era a primeira vez que se via no meio de tantos desafios. O seu próprio surgimento tinha sido um desafio.
A permanente procura de garantir o seu lugar no mercado, fez da EMOSE a escola porque muitos passaram como dirigentes/gestores da empresa. Tal como a maior parte das empresas monopolistas criadas no pós Independência, a EMOSE começou com uma Comissão Administrativa. Depois os Directores Gerais. O último, inaugurou a nova fase dos Presidentes do Conselho de Administração.
As mutações foram tantas. De 1977 e 1998, a Empresa Moçambicana de Seguros era Estatal.
De lá a esta parte, é uma sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, por força do Decreto 56/98, de 29 de Setembro. Assim, o Estado detêm cinquenta por cento do capital, o IGEPE trinta por cento, enquanto os restantes vinte por cento são dos trabalhadores.
