Neste momento em que celebramos os trinta anos de existência da EMOSE, sentimos-nos como que a completar uma etapa crucial de transformação e adaptação, em que o grande objectivo é fazer com que esta instituição, que é nossa empresa, integre com o mesmo vigor que sempre a caracterizou, as forças dinâmicas de uma economia de mercado, fortemente marcada pela concorrência.
A transformação e adaptação a que nos referimos, seria uma missão bem mais facilitada, se consistisse, por exemplo, num simples estabelecimento de uma nova empresa. Seria igualmente menos complexa, se os alicerces a partir dos quais se exige o surgimento da nova EMOSE, não tivessem que envolver mudanças de estruturas e mentalidades, que outrora foram moldadas em obediência a princípios de uma economia de planificação centralizada. Quem olhe hoje para a grandeza da nossa empresa e à posição de monopólio que ela assumiu no passado, pode, erradamente, julgar que tais circunstâncias lhe outorgam vantagens face à concorrência, o que não sendo totalmente errado, não deixa porém de ser ilusório, senão vejamos:
a) ser hoje uma empresa com a dimensão da EMOSE, pode ser sinónimo de sobredimensionamento, sobretudo se atendermos ao gigantesco salto que as tecnologias de informação deram em tão pouco tempo, deixando para trás, todo um conjunto de procedimentos que antes exigiamo emprego intensivo de trabalhadores;
b) o ter sido, por muito tempo, uma empresa com direitos exclusivos de exploração de seguros em Moçambique, poderia ter criado a acomodação e desatenção dos trabalhadores, face aos desenvolvimentos que se seguiram à promulgação do pacote legislativo sobre a liberalização da actividade seguradora e resseguradora no País.
É graças a um enorme sacrifício e dedicação dos seus quadros, que a EMOSE tem vindo a transformar um cenário aparentemente pouco promissor, numa realidade de enorme augúrio e perspectiva. É assim que o ambiente de concorrência que caracteriza hoje o sector segurador, não é por nós encarado como uma ameaça ou risco, mas sim como um manancial de oportunidades e desafios.
Graças ao empenho da Direcção e de todos os trabalhadores, na realização das diferentes metas em áreas vitais da actividade da empresa, os exemplos de sucesso têm-se multiplicado. Quando revemos o nosso passado, e de certa maneira também o presente, e nos apercebemos do enorme peso da nossa estrutura administrativa, onde a principal característica é o quadro de pessoal abundantemente preenchido; quando observamos a grandiosa expansão da nossa presença, quase à escala de todo o território nacional; sentimos, obviamente, um grande orgulho. Mas também não deixamos de reconhecer que é precisamente essa realidade que em alguns aspectos deve ser transformada e ajustada às novas circunstâncias. A adaptação da força de trabalho a todas estas mudanças, tem acontecido com relativa facilidade, pois neste aspecto, podemos, felizmente, contar com o profissionalismo, a disciplina e experiência dos nossos trabalhadores.
A transformação das mentalidades, a adaptação às tecnologias de informação, a modernização e facilitação dos procedimentos, face às justas expectativas dos clientes, são objectivos que ainda nos consumirão muito tempo, pois a batalha pela perfeição não tem fim.
Como o culminar destes esforços de transformação e adaptação ao mercado, temos hoje o enorme prazer e orgulho de informar aos nossos clientes, devedores e credores e, de uma maneira geral, ao público, que a EMOSE acaba de ser admitida e cotada na Bolsa de Valores de Moçambique, tendo de seguida, lançado em Dezembro último e com sucesso, a sua primeira operação obrigacionista particular, o que acontece pela primeira vez em Moçambique, Este é, sem dúvida, um sinal de transparência que a EMOSE pretende mostrar. Mas é, sobretudo, um sinal de inegável confiança, a atitude dos tomadores, ao concretizarem as suas aquisições em pouco mais de 15 dias, desde o lançamento da operação. Continuaremos, pois, esta nobre missão de transformar e adaptar a EMOSE ao mercado, com certeza de que o País, o público e a própria empresa, no final, sairão a ganhar.