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Somália: Três ministros mortos em atentado num hotel

TRÊS ministros, dois jornalistas somalis e várias outras pessoas, num total de 19, morreram onte num atentado ocorrido num dos hotéis de Mogadíscio, noticiou a agência France Press (AFP), citando fontes concordantes, na capital da Somália.

Segundo as fontes, o atentado visou o Hotel Shamo, onde decorria uma cerimónia de entrega de diplomas a estudantes, de acordo com um funcionário do estabelecimento.

Estão entre os mortos o ministro do Ensino Superior, Ibrahim Hassan Addow, o ministro da Educação, Mohammed Abdullah Waayel, e o ministro da Saúde, Qamar Aden Ali, indicou um responsável governamental encarregue da segurança, citado pela AFP.

Um quarto membro do Governo da Somália, o ministro dos Desportos, Suleyman Olad Roble, ficou ferido, segundo esta mesma fonte, que pediu anonimato.

Dois jornalistas somalis foram igualmente mortos: o correspondente da rádio Shabelle, Mohamed Amin Aden, e um operador de câmara que trabalha para a televisão al-Arabiya, Hassan Zuber Hadji, revelou um empregado do hotel.

As circunstâncias do atentado, ainda não são conhecidas. Algumas fontes apontam para um ataque à granada, outras um atentado suicida cometido por um dos estudantes que participava na cerimónia. Porém, até ao fecho desta edição não havia confirmação de nenhuma destas hipóteses.

Grupos islamitas lutam contra o Governo somali – apoiado pela ONU – que controla apenas pequenas bolsas do território no país.

A cerimónia visava graduar 43 estudantes da Universidade Banadir, uma instituição académica local.

O Hotel Shamo é habitualmente usado por estrangeiros – funcionários de agências humanitárias, jornalistas e diplomatas – que se deslocam a Mogadíscio.

Está situado numa das poucas áreas da cidade sob controlo do Governo, a apenas um quilómetro de uma base da Força de Paz da União Africana na Somália, AMISOM.

Não havia um grande aparato de segurança na cerimónia. Segundo o correspondente da BBC no local, os guarda-costas dos ministros estavam todos fora da sala de conferências quando a explosão ocorreu no interior da sala.

Para o chefe interino da AMISOM, Wafula Wamunyini, que condenou o ataque, o atentado tinha em vista "intimidar e chantagear" o Governo da Somália.

Desde 1991 que a Somália não tem um governo nacional funcional.

Entretanto, ainda ontem, a tripulação de uma embarcação de guerra holandesa que faz parte da força naval europeia na região da Somália prendeu 13 presumíveis piratas na sequência de um ataque a um cargueiro por piratas no sul do Omã.

"No total, havia 13 piratas e dois membros da tripulação original à bordo. Escadas, âncoras, nove armas automáticas, um lança-roquete RPG com três granadas e uma caixa de munições foram apreendidos", de acordo com um comunicado da missão da UE.

"Os presumíveis piratas foram presos", acrescenta o texto.

As detenções ocorrem após o fracasso quarta-feira do ataque de piratas a bordo de dois barcos rápidos contra o cargueiro BBC Togo que ostentava a bandeira de Antígua e Barbado à 150 milhas ao Sul de Salalah (Omã).

Os piratas abriram fogo, mas não conseguiram cruzar um bloqueio de arame farpado utilizado preventivamente pelo cargueiro.

Fonte: Jornal Notícias, 4 de Dezembro de 2009

Rebeldes negam qualquer envolvimento no ataque