Cresce adesão à BVM
ALGUMAS das maiores empresas registadas e a exercerem as suas actividades no país estão a colocar as suas acções e/ou obrigações na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM). Destacam-se entre estas, a Cervejas de Moçambique (CDM), o Millennium BIM, Telecomunicações de Moçambique, Moçambique Celular (Mcel), Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e o Standard Bank.
João Pedro Matsinhe, administrador da Bolsa de Valores de Moçambique, disse ao “Notícias”, estar a registar-se um crescimento considerável do mercado de capitais no país, não obstante a actual crise financeira internacional.
“Aquando da sua entrada em funcionamento em 1999, a BVM arrancou com um título de Obrigações de Tesouro do Estado avaliadas em 4 milhões de dólares norte-americanos. Hoje, volvido 10 anos, houve um assinalável crescimento, pois temos 16 títulos cotados e que representam uma capitalização bolsista de 400 milhões de dólares. Trata-se de um crescimento de quase 990 por cento que é digno de assinalar tendo em conta as características do nosso mercado que ainda é emergente”, disse.
Sobre como é que os cidadãos podem aceder às referidas acções e/ou obrigações, o administrador da BVM, disse que “entanto que Bolsa somos uma entidade gestora que disponiliza um conjunto de meios e instrumentos para que os diversos intervenientes possam aceder ao nosso mercado”.
“Do ponto de vista de acesso aos mecanismos de negociação em bolsa (acesso aos títulos que estão cotados em bolsa) o princípio é o de que qualquer pessoa pode efectivamente aceder. Deve primeiro contactar os seus intermediários financeiros que, no caso vertente, são maioritariamente os bancos grandes que operam em Moçambique. Temos o Barclays, Millenium BIM, BCI e Cooperativa de Poupança e Crédito (CPC )”, disse o administrador da BVM.
João Pedro Matsinhe esclareceu ainda que não obstante a maioria dos intermediários financeiros serem os bancos comerciais “a lei não veda a possibilidade de existência de outro tipo de intermediários”.
Sobre a estratégia montada para a divulgação das actividades da BVM, João Pedro Matsinhe, disse ser preocupação da sua instituição reforçar os mecanismos existentes para o efeito.
“Estamos preocupados em divulgar mais aquilo que é o papel e as actividades da BVM no país, de tal forma que já concebemos um plano de acção estratégica que visa, fundamentalmente, divulgar as acções da bolsa”, afirmou.
João Pedro Matsinhe sublinhou ainda que paralelamente, a BVM tem outros mecanismos de divulgação.
“Ao abrigo de uma obrigação legal, temos publicações periódicas que são concretizadas através do boletim de cotações oficiais da bolsa - uma espécie de um “jornal da bolsa”-, que informa a todos os intervenientes do mercado sobre o que está a acontecer na bolsa e comunica também eventuais eventos que possam ocorrer”, revelou o administrador.
Fonte: Jornal Notícis de 23 de Janeiro de 2009
