Explosão em mina chinesa deixa 42 mortos
PEQUIM, China — A explosão sábado, dia 21 de Setembro de 2009, de uma mina de carvão no nordeste da China deixou pelo menos 42 mortos, informou a imprensa oficial, destacando que dezenas de pessoas continuam presas dentro da mina.
Mais de 16 horas depois da catástrofe, 66 pessoas ainda estavam dentro da mina de Xinxing, perto da cidade de Hegang, na província de Heilongjiang, anunciou a agência Nova China.
O balanço anterior, divulgado pela televisão oficial chinesa (CCTV), mencionava 31 mortos e 82 pessoas presas dentro da mina.
De acordo com fontes hospitalares citadas pela agência, pelo menos 29 pessoas foram internadas, seis delas em estado grave.
A explosão ocorreu neste sábado às 02H30 locais (16H30 de sexta-feira, pelo horário de Brasília), num momento em que 528 pessoas estavam dentro da mina. A maioria conseguiu chegar à superfície sem maiores problemas.
A deflagração aconteceu a 400 metros de profundidade, frisou um porta-voz dos socorristas, citado pela Nova China.
O vice-primeiro-ministro, Zhang Dejiang, se deslocou para o local, que fica perto da fronteira com a Rússia.
A mina, que produz 1,45 milhão de toneladas de carvão por ano, pertence à companhia Heilongjiang Longway Mining, que se apresenta como a maior empresa do sector no nordeste da China.
Os acidentes são frequentes nas minas chinesas, sobretudo nas minas de carvão, onde mais de 3.200 operários morreram no ano passado, segundo os números oficiais.
A China, que consome muito carvão, vem tentando há vários anos modernizar suas minas para prevenir este tipo de acidente. O governo concede às minas cerca de 200 milhões de euros em subsídios, investidos em maioria nas tecnologias de captação do metano. Este gás é o principal responsável pelas explosões nas minas.
Segundo números citados pela imprensa oficial, o governo liberou 15 milhões de yuans (1,4 milhão de euros) desde 2005 para melhorar as minas existentes.
O governo chinês também lançou há alguns anos uma ampla campanha para o fechamento das pequenas minas, frequentemente ilegais e perigosas. No entanto, muitas delas continuam funcionando, devido à corrupção das autoridades locais.
Entretanto, segundo Pequim, o número de vítimas de acidentes em minas diminuiu bastante nos últimos anos.
De acordo com estatísticas oficiais, 1.888 pessoas morreram entre Janeiro e Setembro deste ano nas minas de carvão chinesas.
Extratos da AFP
